Muitas vezes ouvi pessoas falando que nós, seres humanos, somos seres instintivos, e que devemos superar nossos instintos caso queiramos evoluir de qualquer forma que seja possível. Para isto seria necessário muita disciplina e esforço. Hoje irei debater um pouco sobre o fato de sermos ou não seres instintivos.
          
         Vamos tomar como base para a discussão alguns instintos básicos que são ditos serem possuídos pelos animais:

1- Instinto de sobrevivência - Em uma breve descrição, podemos dizer que um ser regido por este instinto tem suas ações voltadas para o ato de sobreviver, tendo medo e se afastando de situações que possam trazer o fim da sua vida.

        Eu acredito que nós, seres humanos, não possuímos tal instinto, afinal, ninguém praticaria qualquer forma de esporte radical que trouxesse risco de vida para o praticante se fosse regido por este instinto, e ninguém comeria diariamente os alimentos cancerígenos que se encontram nas prateleiras dos supermercados.

2- Instinto de reprodução.

      Pode-se dizer que nós também não somos regidos por esse instinto, afinal se fôssemos, apenas realizaríamos o ato sexual com o fim de reprodução, não haveria sexo por prazer, masturbação e homossexualismo, a própria existência de tais comportamentos indica como o homem não faz sexo por instinto.

3- Instinto de comer.

        Se o ser humano fosse regido pelo instinto de comer, não o faria quando não estivesse com fome, e não passaria fome caso tivesse comida disponível. Várias pessoas não comem o suficiente para matar sua fome com o intuito de emagrecer.



        Seja por um objetivo a ser alcançado, para se sentir bem, ou por nossas emoções e apegos, sempre há algo que nos motiva a agir, o que acontece é que muitas vezes há um bloqueio psicológico, seja medo, preguiça ou uma visão de mundo limitada, que sempre nos faz agir de tal modo, e nos impede de sermos diferentes.
        Sobre os bloqueios psicológicos, muitas vezes a pessoa não é corajosa o suficiente para admitir que ela mesma está se inibindo de chegar a um objetivo, então cria desculpas para seu fracasso, seja dizendo que age por instinto, seja dizendo que a culpa é de outra pessoa.
         O que acontece é que não somos seres instintivos. Próximo mês falarei um pouco mais sobre as emoções, e no seguinte, sobre bloqueios psicológicos.   
          


Os Chakras: reguladores da nossa vitalidade.

            Muitos de nós já ouvimos falar dos Chakras, da sua importância para o equilíbrio e do papel que eles possuem para revitalizar as nossas baterias psíquicas. Mas a maioria de nós sempre os deixa na teoria, esquecendo-os na prática. Venho tentar mostrar um pouco deles, suas funções e como os regular no dia a dia.
A palavra chakra é de origem sânscrita e significa “rodas de energia”. Existe uma energia vital universal conhecida por dois nomes: Prana (indiano) ou Chi, que pode ser chamado também de Ki (chinês). Essa energia vital é harmonizada tanto pela prática de atividades como as artes marciais (principalmente o Tai Chi Chuan), quanto pela prática do Reiki, dentre outras.
            Os chakras funcionam como bombas de regulagem energética e quando estão abertos e girando perfeitamente, o individuo sente-se totalmente saudável em todos os aspectos de sua vida.
            Com a agitação dos grandes centros urbanos, a maioria das pessoas não desprende muito tempo para se dedicar ao chi, fazendo com que o seu fluxo fique desregulado, bloqueando os chakras.
            Cada chakra vibra com um mantra próprio e possui uma cor relacionada. Agora iremos conhecer os sete principais chakras e depois será mostrado um exercício para que possamos ativá-los.

Os sete principais chakras são:
Chakra de Base:
            Localiza-se na região pélvica. Está ligado ao medo, à sexualidade e aos desejos. Permite-nos amar a vida. Sua influencia no corpo se encontra nos órgãos reprodutores, nas glândulas sexuais e no nervo ciático. Sua cor é o vermelho e o seu mantra é LAM.

Chakra Sagrado:
            Localiza-se acima dos órgãos genitais e um pouco abaixo do umbigo. Está ligado à sobrevivência e ao medo do mundo material (água, alimentos, situação financeira, trabalho). Estão sobre sua influencia a coluna vertebral, a bexiga, os rins e as glândulas suprarrenais. Sua cor é o laranja e o seu mantra é VAM.

Chakra Solar:
            Localiza-se na junção das costelas. Está ligado à racionalidade, à vontade, ao poder e à autocura. No corpo influencia o pâncreas, o fígado, o baço, o estômago e o intestino delgado. Sua cor é o amarelo e o seu mantra é RAM.

Chakra Cardíaco:
            Localiza-se no meio do peito e serve de ponto de convergência entre os três primeiros e os três últimos chakras, servindo como elo entre o corpo e o espírito. Está relacionado ao amor incondicional e à fraternidade. Influencia o coração. Sua cor é o verde-esmeralda e o seu mantra é YAM.

Chakra da Garganta:
            Localiza-se no meio da garganta e atua sobre a comunicação e assimilação. A garganta e as cordas vocais estão sobre sua influência. Sua cor é o azul celeste e seu mantra é HAM.

Chakra da Sabedoria:
            Também conhecido como olho de Shiva ou terceira visão, este chakra, localizado acima da raiz do nariz, possibilita a entrada no mundo não-material. É responsável pelo desenvolvimento da clarividência, da clariaudiência e dos poderes psíquicos do ser humano. Sobre sua influência estão a hipófise, a parte inferior do cérebro, o olho esquerdo, as orelhas e o nariz. Sua cor é o índigo e o seu mantra é OM.
Chakra da Coroa:
            Localiza-se no topo da cabeça. Atua sobre a ligação do ser humano com os reinos mais elevados da espiritualidade. Permite alcançar a serenidade espiritual e é através dele que podemos atingir o Nirvana. Influencia a pituitária, a parte superior do cérebro e o olho direito. Não possui mantra e sua ativação depende da ativação dos outros seis.

Exercício para regular os Chakras:
            Ao acordar (de preferência antes das sete da manhã) sente-se com a coluna reta, ou deite-se com a coluna relaxada e feche os olhos suavemente. Visualize a cor do chakra que você deseja regular e entoe o mantra referente a ele durante dois minutos.
            No início não ultrapasse os dois minutos. Somente após algumas semanas ou meses de prática é que você pode aumentar gradativamente até conseguir praticar por dez minutos.



A bruxaria Hoje, livro de Gardner, tenta dar uma visão diferenciada sobre o olhar que era popular e erudita sobre a bruxaria. Tanto a população como os grandes escritores tratavam a bruxaria como coisa do diabo e anti-cristã. O autor vem trazer a sua visão como membro de coven e estudioso de magia e bruxaria. Ele trás um olhar simples e generalizado, mas que é fundamental para que pessoas pouco instruídas e que querem conhecer um pouco sobre bruxaria tenham uma base para um inicio.
                 Gardner trata com respeito em seu livro tanto a bruxaria como o cristianismo, é claro que fatos não são negados, como as torturas e as execuções, ele trata de tudo com naturalidade, como realmente deve ser tratado. Ele fala da nudez no seu primeiro capítulo, o que ela representava de fato para as bruxas, que não era nenhum tipo de subversão, mas sim uma forma de liberar melhor os seus poderes, diz- sobre o que lhe foi permitido -  como eram de fato os rituais e faz uma comparação sobre o que era dito e o que ele participou e viu, ou seja ele não era uma pessoa que tinha uma idéia do que poderia ser, ele esteve lá e viu com os próprios olhos como realmente era. Contou um pouco sobre o que podia dos rituais, mostrou como as pessoas entravam nos covens e como era passado o conhecimento para os iniciados. A questão de seus cultos serem escondidos e misteriosos ele tratou como realmente é: óbvio. As bruxas foram caçadas, torturadas e mortas, além de seus conhecimentos não serem próprios a qualquer pessoa, não por elas se considerarem superiores, mas cada um tem seu tempo e tem pessoas que não chegaram no tempo de aprender sobre magia e bruxaria.
                No segundo capítulo o autor fala sobre o nascimento da bruxaria e sobre ela em todas as eras, Gardner como já disse antes não trata de assunto nenhum com profundidade nesse livro e muito menos nesse capítulo, mas pincela sobre muitas coisas, como, por exemplo, a bruxaria na idade da pedra e sobre os milênios em que o mundo era matriarcal então a religião também era matriarcal, e sobre as mudanças históricas que transformaram a religião. Nos mostra na idade média as crueldades que eram feitas a qualquer um que fosse tido como bruxo, sendo ou não bruxo. Um fato interessante que ele destaca no livro é que as tradições e cultos são mantidos mesmo após séculos e que continentes distintos tem semelhanças ritualísticas, ele explica que as pessoas utilizam as mesmas ritualísticas porque procuram a mesma causa e efeito.  
                 No terceiro e ultimo capítulo ele fala sobre as crenças das bruxas, não fala nada muito especifico sobre isso até porque segundo ele nem sobre o cristianismo há nada muito específico sobre suas crenças. Ele conta um conto sobre o mundo dos mortos, diz que na época da inquisição a bruxaria passou a ser quase que hereditária por conta das perseguições e mortes. Ele é bem simplista nesse livro, mas ele foi um precursor para que o preconceito diminuísse e deu uma visão diferenciada e nova sobre a bruxaria.
                A Bruxaria Hoje de Gerald Gardner é uma excelente leitura para iniciantes e pessoas que não conhecem sobre a bruxaria, o autor trata tudo com realidade e não exalta ninguém. Diz o que as coisas são tanto para um lado quanto para o outro. Pra quem nunca leu nada de Gardner e escuta falar sobre ele é uma excelente surpresa, pois entendemos porque ele é o precursor da bruxaria moderna, e que é um homem que sabe do que está falando. Ele usa uma linguagem simples e mostra com simplicidade como as coisas são. Como o meu mestre me ensinou sempre “O simples é bom” então acho que vocês já podem concluir o que eu penso sobre o livro.

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