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                A Bruxa Solitária, livro de Rae Beth foi escolhido como leitura desse mês para podermos ter uma visão de outro autor sobre como é ser uma bruxa ou bruxo solitário. A autora não trabalhou o conteúdo para ser um livro, eram cartas que ela enviava para dois amigos que gostariam de se tornar bruxos, ela trata de questões de vários âmbitos e todos dando a sua visão particular.
                Por serem cartas que ela enviava aos amigos o conteúdo do livro ficou superficial, nenhum assunto é tratado com profundidade e, como eles se comunicavam por telefone e se viam,  os temas as vezes ficam desconexos. Alguns assuntos são muito bons, mas outros nem tanto. Esse é o tipo de livro que você precisa garimpar informações e ver se retira algo interessante. Alguns desses temas interessantes são: transe, dica de livros e os sabats e esbaths. Ela ensina algumas técnicas fáceis sobre transe e o desmistifica, essas técnicas são interessantes para quem quer começar a praticar e não sabe por onde dar inicio,  ela indica alguns livros que a maioria de nós já conhece mas para quem é leigo já é um excelente começo. Ela escreve uma carta para cada sabat onde explica o que ele representa quais são seus elementos e manda um ritual pronto para eles fazerem, e manda também um modelo de esbath de lua cheia. Sobre os Sabats e Esbaths acaba sendo um conteúdo um pouco mais denso do que o que vemos pela internet e os modelos de rituais são bons para iniciantes usaram, então acaba sendo interessante.
Rae Beth dá uma visão muito particular sobre tudo e isso acaba incomodando um pouco, a sensação que temos é que ela não tem o conteúdo necessário para escrever e muitas vezes ela “viaja”. É claro que é importante sempre ter em mente que o livro é uma junção de cartas que ela escreveu a amigos que queriam sua orientação e alguém achou interessante tornar livro.
                O livro não apresenta conteúdos que são aprofundados, então até pra escrever essa resenha foi um pouco difícil, mas é uma leitura que acrescenta, porque você percebe a visão do outro, acaba ouvindo sobre temas às vezes desconhecidos e que acabam te causando interesse e vontade de estudar mais profundamente, e ler sempre vale a pena.

                No mês passado falamos sobre um livro desse mesmo autor, e por ter sido uma ótima experiência resolvi fazer uma resenha de outro livro dele, para comprovarmos se ele é realmente bom. O livro selecionado dessa vez, é sobre Wicca , tem coisas básicas sobre a religião e é uma boa leitura para quem quer conhecer um pouco além do que nós normalmente vemos por aí, seja em livros ou na internet. É um livro com muitas informações e de excelente conteúdo.
                O principal interesse do guia, como o autor o intitula, é o bruxo solitário, ou seja, pessoas que não participam de nenhum coven, ou não tem pessoas com quem praticar a sua fé. Scott disse que escreveu esse livro para esse público em especial porque a maioria das leituras que existiam na época eram para covens, ou seja, para grupos e não para pessoas.O autor tenta desmistificar ao máximo a Wicca, tentando trabalhar com a essência da religião, por exemplo, ele comenta sobre facas, athames e bastões, diz a função de cada um, mas explica, se o praticante não tiver um ou não puder usar ele pode usar a sua mão, pois o efeito da prática da fé esta em se sentir bem, a vontade e conectado com os deuses. E estar conectado com os Deuses é uma atividade quase que diária, nos conectamos com eles sempre que sentimos a natureza a nossa volta, Eles estão em toda parte e podem ser sentidos a qualquer momento, uma ligação com o planeta é a mesma coisa que uma ligação com os deuses.
                Cunningham divide o livro em vários capítulos onde trata de assuntos desde os Deuses até a reencarnação, no capítulo sobre reencarnação ele trata também sobre a questão das almas gêmeas, e  faz um comentário que é fantástico: Uma das dificuldades deste conceito é a de que, se estamos todos intrinsecamente ligados às almas de outras pessoas, ao continuarmos a encarnar com elas não estaremos aprendendo absolutamente nada. Assim, anunciar que encontrou sua alma companheira tem o mesmo efeito de dizer que você não está progredindo na espiral encarnacional.Muitas pessoas sonham em ter uma alma gêmea ou em viver outras vidas com as pessoas que amam nessa, mas não se apegue a isso, nós humanos não compreendemos o que é o amor de fato, vivemos uma ilusão ou não sentimos nem de perto o que realmente seja, então viva o momento com quem você tem hoje do seu lado, sorva o máximo que puder de aprendizado e ensine o quanto puder mas não se iluda e nem fique preso a isso, a sua evolução depende de experiências diversificadas, então viva uma vida de cada vez e não se apegue demais a uma pessoa, pessoas novas sempre nos ensinam coisas novas.
                A iniciação é um tema que ele também trata nesse livro, algumas pessoas acham que só podem ser e praticar a wicca depois de iniciados, o que o autor diz no livro e é correto, se você não começa a fazer você nunca vai conhecer de fato, e não saberá se é o caminho que te satisfaz, então estude, tente compreender e pratique a fé, faça os Sabats e os Esbats e com o tempo você se sentirá mais conectado com os Deuses e se sentirá um praticante da fé, então se auto inicie, ou se não quiser se auto iniciar estude mais, busque mais, pratique mais, para que no momento em que encontrar alguém que te instrua ou um coven você já esteja mais avançado e aprenda coisas mais profundas sobre a fé.
                Concluímos com a leitura desse livro que o autor é realmente bom, ele sempre diz em seus livros que tudo que ele escreve é uma sugestão, porque a pratica e a vivencia de fé é individual, ou seja, pessoas têm sentimentos diversificados e o que funciona pra ele pode não funcionar pra você, ele sempre sugere, se você se sentir bem use, mas se não se sentir procure fazer de outro jeito. Quando iniciamos a leitura ele diz que falar sobre religião é difícil e falar sobre wicca é mais difícil ainda porque dentro da religião existem várias correntes e que não existe a mais correta ou a que está no caminho errado, todas são partes importantes que formam a religião em si. Então não existe certo e nem errado em se tratando de fé. Celebre, alegre-se e sinta, se você se sentir a vontade e conectado com os deuses está fazendo da forma correta.



                A melhor forma de começar a falar sobre esse livro é usando palavras de um mestre sábio: “Livros são feitos para ser lidos, mas bons livros são feitos para ser consultados”, e esse sem dúvida nenhuma é um livro que deve ser sempre consultado. Serei sincera com vocês, comprei esse livro em uma feira na cidade onde moro e paguei bem barato por ele, a principio, não dei nada por ele pelo título, “Sonhando com os Deuses”, sei lá, pareceu  livro de auto-ajuda ou coisas desse gênero (não que eu tenha nada contra quem goste, mas não é minha praia). Comprei também por causa do autor que é muito bem comentado no meio mágico e esse livro foi uma excelente surpresa, acho que foi uma das minhas melhores aquisições de livros.
                Scott sabia exatamente o que estava fazendo quando começou a escrever esse livro, pra quem gosta de história e que adora adquirir novos conhecimentos o autor utiliza os oito primeiros capítulos do livro ou a metade para ser mais clara explicando como os sonhos eram importantes em diversas sociedades desde o Egito até as sociedades indígenas norte americanas, como eles se portavam diante deles e como o sono sagrado (sonhar com os deuses) era comum. Ele explica os tipos de sonhos que podemos ter, desde os naturais até os divinos. Tenho que confessar que o autor é muito esperto nessa parte ela faz você entender que o sono sagrado é algo antigo e muito importante. Não tinha conhecimentos sobre o sono sagrado antes da leitura desse livro e quando cheguei à segunda parte onde ele te instrui como fazer, estava com muita vontade de ter esse contato com os Deuses.
                 Na segunda parte do livro Cunnigham mostra como se prepara de forma correta para ter um sono sagrado, elucida sobre precauções que devemos tomar, o respeito que devemos ter e que precisamos ter uma divindade pessoal com quem nos identificamos e conhecemos, pois o sonho sagrado (ou  o sonho com os Deuses), acontece na maioria das vezes de forma simples, ele explica que os sonhos em que os deuses falam diretamente com você são os mais raros, e que devemos entender os simbolismos dos deuses pois um sonho que não parece nada pode ser a resposta que estávamos procurando. Ele cita uma lista grande sobre deuses seu simbolismo e suas potencialidades. O autor tem a preocupação de te preparar da melhor forma para o sono sagrado, ele mostra questões como alimentação, Lua, ciclos e outras coisas mais e que influencia elas tem sobre o sono. E depois de toda essa preparação vem a parte do ritual em si.
                Estamos acostumados a pegar livros que vem com rituais já prontos e montados, Scott instrui o leitor a montar o seu próprio ritual ela dá dicas de como fazê-lo, mas sempre dizendo que cada indivíduo é único e que algumas questões devem ser modificadas e transformadas para que o ritual fique com a “cara” de quem está montando, para que seja um ritual seu, e não o dele. Depois da parte do ritual vem a parte mais difícil que é a interpretação desses sonhos, muitas vezes nós nem lembramos com o que sonhamos ou não lembramos de todo o sonho, ele ensina técnicas para lembrar esses sonhos. Ele não é muito fã de livros com significados prontos, ele instrui o leitor a montar o seu próprio livro de significados, o que é bem inteligente porque o mar, por exemplo, pode significar beleza, grandeza e alegria para algumas pessoas e para outras que já se afogaram ou não sabem nadar tormento ou dificuldade e com isso ele explica que a melhor maneira de saber o que os seus sonhos significam é você mesmo interpretá-los.
                O livro não é gigante, mas, tem muitas informações. O autor aproveitou da melhor maneira possível cada página, recomendo a todos que puderem que leiam esse livro mesmo os que não acreditam em deuses, pois na primeira metade dele você vai ganhar muitas informações sobre os povos antigos e na segunda uma forma interessante de trabalhar com seus sonhos. Muitas coisas não foram citadas nesse resumo, pois é muita informação e a memória às vezes é meio limitada. Então deixo um conselho a vocês, tenham esse excelente livro de consulta. 


A bruxaria Hoje, livro de Gardner, tenta dar uma visão diferenciada sobre o olhar que era popular e erudita sobre a bruxaria. Tanto a população como os grandes escritores tratavam a bruxaria como coisa do diabo e anti-cristã. O autor vem trazer a sua visão como membro de coven e estudioso de magia e bruxaria. Ele trás um olhar simples e generalizado, mas que é fundamental para que pessoas pouco instruídas e que querem conhecer um pouco sobre bruxaria tenham uma base para um inicio.
                 Gardner trata com respeito em seu livro tanto a bruxaria como o cristianismo, é claro que fatos não são negados, como as torturas e as execuções, ele trata de tudo com naturalidade, como realmente deve ser tratado. Ele fala da nudez no seu primeiro capítulo, o que ela representava de fato para as bruxas, que não era nenhum tipo de subversão, mas sim uma forma de liberar melhor os seus poderes, diz- sobre o que lhe foi permitido -  como eram de fato os rituais e faz uma comparação sobre o que era dito e o que ele participou e viu, ou seja ele não era uma pessoa que tinha uma idéia do que poderia ser, ele esteve lá e viu com os próprios olhos como realmente era. Contou um pouco sobre o que podia dos rituais, mostrou como as pessoas entravam nos covens e como era passado o conhecimento para os iniciados. A questão de seus cultos serem escondidos e misteriosos ele tratou como realmente é: óbvio. As bruxas foram caçadas, torturadas e mortas, além de seus conhecimentos não serem próprios a qualquer pessoa, não por elas se considerarem superiores, mas cada um tem seu tempo e tem pessoas que não chegaram no tempo de aprender sobre magia e bruxaria.
                No segundo capítulo o autor fala sobre o nascimento da bruxaria e sobre ela em todas as eras, Gardner como já disse antes não trata de assunto nenhum com profundidade nesse livro e muito menos nesse capítulo, mas pincela sobre muitas coisas, como, por exemplo, a bruxaria na idade da pedra e sobre os milênios em que o mundo era matriarcal então a religião também era matriarcal, e sobre as mudanças históricas que transformaram a religião. Nos mostra na idade média as crueldades que eram feitas a qualquer um que fosse tido como bruxo, sendo ou não bruxo. Um fato interessante que ele destaca no livro é que as tradições e cultos são mantidos mesmo após séculos e que continentes distintos tem semelhanças ritualísticas, ele explica que as pessoas utilizam as mesmas ritualísticas porque procuram a mesma causa e efeito.  
                 No terceiro e ultimo capítulo ele fala sobre as crenças das bruxas, não fala nada muito especifico sobre isso até porque segundo ele nem sobre o cristianismo há nada muito específico sobre suas crenças. Ele conta um conto sobre o mundo dos mortos, diz que na época da inquisição a bruxaria passou a ser quase que hereditária por conta das perseguições e mortes. Ele é bem simplista nesse livro, mas ele foi um precursor para que o preconceito diminuísse e deu uma visão diferenciada e nova sobre a bruxaria.
                A Bruxaria Hoje de Gerald Gardner é uma excelente leitura para iniciantes e pessoas que não conhecem sobre a bruxaria, o autor trata tudo com realidade e não exalta ninguém. Diz o que as coisas são tanto para um lado quanto para o outro. Pra quem nunca leu nada de Gardner e escuta falar sobre ele é uma excelente surpresa, pois entendemos porque ele é o precursor da bruxaria moderna, e que é um homem que sabe do que está falando. Ele usa uma linguagem simples e mostra com simplicidade como as coisas são. Como o meu mestre me ensinou sempre “O simples é bom” então acho que vocês já podem concluir o que eu penso sobre o livro.

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