Grupo A Casa. Tecnologia do Blogger.
Quadrinhos: Infantis ou não!?
- Irônico o-Culto (1)
Mostrando postagens com marcador La Loba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador La Loba. Mostrar todas as postagens
Publicado por
Anônimo

A
Bruxa Solitária, livro de Rae Beth foi escolhido como leitura desse mês para
podermos ter uma visão de outro autor sobre como é ser uma bruxa ou bruxo
solitário. A autora não trabalhou o conteúdo para ser um livro, eram cartas que
ela enviava para dois amigos que gostariam de se tornar bruxos, ela trata de
questões de vários âmbitos e todos dando a sua visão particular.
Por
serem cartas que ela enviava aos amigos o conteúdo do livro ficou superficial,
nenhum assunto é tratado com profundidade e, como eles se comunicavam por
telefone e se viam, os temas as vezes
ficam desconexos. Alguns assuntos são muito bons, mas outros nem tanto. Esse é
o tipo de livro que você precisa garimpar informações e ver se retira algo
interessante. Alguns desses temas interessantes são: transe, dica de livros e
os sabats e esbaths. Ela ensina algumas técnicas fáceis sobre transe e o
desmistifica, essas técnicas são interessantes para quem quer começar a
praticar e não sabe por onde dar inicio, ela indica alguns livros que a maioria de nós
já conhece mas para quem é leigo já é um excelente começo. Ela escreve uma
carta para cada sabat onde explica o que ele representa quais são seus
elementos e manda um ritual pronto para eles fazerem, e manda também um modelo
de esbath de lua cheia. Sobre os Sabats e Esbaths acaba sendo um conteúdo um
pouco mais denso do que o que vemos pela internet e os modelos de rituais são
bons para iniciantes usaram, então acaba sendo interessante.
Rae Beth dá uma visão muito particular sobre
tudo e isso acaba incomodando um pouco, a sensação que temos é que ela não tem
o conteúdo necessário para escrever e muitas vezes ela “viaja”. É claro que é
importante sempre ter em mente que o livro é uma junção de cartas que ela escreveu
a amigos que queriam sua orientação e alguém achou interessante tornar livro.
O
livro não apresenta conteúdos que são aprofundados, então até pra escrever essa
resenha foi um pouco difícil, mas é uma leitura que acrescenta, porque você
percebe a visão do outro, acaba ouvindo sobre temas às vezes desconhecidos e
que acabam te causando interesse e vontade de estudar mais profundamente, e ler
sempre vale a pena.
Publicado por
Anônimo
O
principal interesse do guia, como o autor o intitula, é o bruxo solitário, ou
seja, pessoas que não participam de nenhum coven, ou não tem pessoas com quem praticar
a sua fé. Scott disse que escreveu esse livro para esse público em especial
porque a maioria das leituras que existiam na época eram para covens, ou seja,
para grupos e não para pessoas.O autor tenta desmistificar ao máximo a Wicca,
tentando trabalhar com a essência da religião, por exemplo, ele comenta sobre
facas, athames e bastões, diz a função de cada um, mas explica, se o praticante
não tiver um ou não puder usar ele pode usar a sua mão, pois o efeito da
prática da fé esta em se sentir bem, a vontade e conectado com os deuses. E
estar conectado com os Deuses é uma atividade quase que diária, nos conectamos
com eles sempre que sentimos a natureza a nossa volta, Eles estão em toda parte
e podem ser sentidos a qualquer momento, uma ligação com o planeta é a mesma
coisa que uma ligação com os deuses.
Cunningham
divide o livro em vários capítulos onde trata de assuntos desde os Deuses até a
reencarnação, no capítulo sobre reencarnação ele trata também sobre a questão
das almas gêmeas, e faz um comentário
que é fantástico: “Uma
das dificuldades deste conceito é a de que, se estamos todos intrinsecamente
ligados às almas de outras pessoas, ao continuarmos a encarnar com elas não
estaremos aprendendo absolutamente nada. Assim, anunciar que encontrou sua alma
companheira tem o mesmo efeito de dizer que você não está progredindo na
espiral encarnacional.” Muitas pessoas sonham em ter uma alma gêmea ou
em viver outras vidas com as pessoas que amam nessa, mas não se apegue a isso,
nós humanos não compreendemos o que é o amor de fato, vivemos uma ilusão ou não
sentimos nem de perto o que realmente seja, então viva o momento com quem você
tem hoje do seu lado, sorva o máximo que puder de aprendizado e ensine o quanto
puder mas não se iluda e nem fique preso a isso, a sua evolução depende de experiências
diversificadas, então viva uma vida de cada vez e não se apegue demais a uma
pessoa, pessoas novas sempre nos ensinam coisas novas.
A
iniciação é um tema que ele também trata nesse livro, algumas pessoas acham que
só podem ser e praticar a wicca depois de iniciados, o que o autor diz no livro
e é correto, se você não começa a fazer você nunca vai conhecer de fato, e não
saberá se é o caminho que te satisfaz, então estude, tente compreender e
pratique a fé, faça os Sabats e os Esbats e com o tempo você se sentirá mais
conectado com os Deuses e se sentirá um praticante da fé, então se auto inicie,
ou se não quiser se auto iniciar estude mais, busque mais, pratique mais, para
que no momento em que encontrar alguém que te instrua ou um coven você já
esteja mais avançado e aprenda coisas mais profundas sobre a fé.
Concluímos
com a leitura desse livro que o autor é realmente bom, ele sempre diz em seus
livros que tudo que ele escreve é uma sugestão, porque a pratica e a vivencia
de fé é individual, ou seja, pessoas têm sentimentos diversificados e o que
funciona pra ele pode não funcionar pra você, ele sempre sugere, se você se
sentir bem use, mas se não se sentir procure fazer de outro jeito. Quando iniciamos
a leitura ele diz que falar sobre religião é difícil e falar sobre wicca é mais
difícil ainda porque dentro da religião existem várias correntes e que não
existe a mais correta ou a que está no caminho errado, todas são partes
importantes que formam a religião em si. Então não existe certo e nem errado em
se tratando de fé. Celebre, alegre-se e sinta, se você se sentir a vontade e
conectado com os deuses está fazendo da forma correta.
Publicado por
Anônimo
A
melhor forma de começar a falar sobre esse livro é usando palavras de um mestre
sábio: “Livros são feitos para ser lidos, mas bons livros são feitos para ser
consultados”, e esse sem dúvida nenhuma é um livro que deve ser sempre
consultado. Serei sincera com vocês, comprei esse livro em uma feira na cidade
onde moro e paguei bem barato por ele, a principio, não dei nada por ele pelo
título, “Sonhando com os Deuses”, sei lá, pareceu livro de auto-ajuda ou coisas desse gênero
(não que eu tenha nada contra quem goste, mas não é minha praia). Comprei
também por causa do autor que é muito bem comentado no meio mágico e esse livro
foi uma excelente surpresa, acho que foi uma das minhas melhores aquisições de
livros.
Scott
sabia exatamente o que estava fazendo quando começou a escrever esse livro, pra
quem gosta de história e que adora adquirir novos conhecimentos o autor utiliza
os oito primeiros capítulos do livro ou a metade para ser mais clara explicando
como os sonhos eram importantes em diversas sociedades desde o Egito até as
sociedades indígenas norte americanas, como eles se portavam diante deles e
como o sono sagrado (sonhar com os deuses) era comum. Ele explica os tipos de
sonhos que podemos ter, desde os naturais até os divinos. Tenho que confessar
que o autor é muito esperto nessa parte ela faz você entender que o sono
sagrado é algo antigo e muito importante. Não tinha conhecimentos sobre o sono
sagrado antes da leitura desse livro e quando cheguei à segunda parte onde ele
te instrui como fazer, estava com muita vontade de ter esse contato com os Deuses.
Na segunda parte do livro Cunnigham mostra
como se prepara de forma correta para ter um sono sagrado, elucida sobre
precauções que devemos tomar, o respeito que devemos ter e que precisamos ter
uma divindade pessoal com quem nos identificamos e conhecemos, pois o sonho
sagrado (ou o sonho com os Deuses),
acontece na maioria das vezes de forma simples, ele explica que os sonhos em
que os deuses falam diretamente com você são os mais raros, e que devemos
entender os simbolismos dos deuses pois um sonho que não parece nada pode ser a
resposta que estávamos procurando. Ele cita uma lista grande sobre deuses seu
simbolismo e suas potencialidades. O autor tem a preocupação de te preparar da
melhor forma para o sono sagrado, ele mostra questões como alimentação, Lua,
ciclos e outras coisas mais e que influencia elas tem sobre o sono. E depois de
toda essa preparação vem a parte do ritual em si.
Estamos
acostumados a pegar livros que vem com rituais já prontos e montados, Scott instrui
o leitor a montar o seu próprio ritual ela dá dicas de como fazê-lo, mas sempre
dizendo que cada indivíduo é único e que algumas questões devem ser modificadas
e transformadas para que o ritual fique com a “cara” de quem está montando,
para que seja um ritual seu, e não o dele. Depois da parte do ritual vem a
parte mais difícil que é a interpretação desses sonhos, muitas vezes nós nem
lembramos com o que sonhamos ou não lembramos de todo o sonho, ele ensina
técnicas para lembrar esses sonhos. Ele não é muito fã de livros com
significados prontos, ele instrui o leitor a montar o seu próprio livro de
significados, o que é bem inteligente porque o mar, por exemplo, pode
significar beleza, grandeza e alegria para algumas pessoas e para outras que já
se afogaram ou não sabem nadar tormento ou dificuldade e com isso ele explica
que a melhor maneira de saber o que os seus sonhos significam é você mesmo
interpretá-los.
O
livro não é gigante, mas, tem muitas informações. O autor aproveitou da melhor
maneira possível cada página, recomendo a todos que puderem que leiam esse
livro mesmo os que não acreditam em deuses, pois na primeira metade dele você
vai ganhar muitas informações sobre os povos antigos e na segunda uma forma
interessante de trabalhar com seus sonhos. Muitas coisas não foram citadas
nesse resumo, pois é muita informação e a memória às vezes é meio limitada.
Então deixo um conselho a vocês, tenham esse excelente livro de consulta.
Publicado por
Anônimo
A bruxaria Hoje, livro de Gardner, tenta dar
uma visão diferenciada sobre o olhar que era popular e erudita sobre a
bruxaria. Tanto a população como os grandes escritores tratavam a bruxaria como
coisa do diabo e anti-cristã. O autor vem trazer a sua visão como membro de
coven e estudioso de magia e bruxaria. Ele trás um olhar simples e generalizado,
mas que é fundamental para que pessoas pouco instruídas e que querem conhecer
um pouco sobre bruxaria tenham uma base para um inicio.
Gardner trata com respeito em seu livro tanto
a bruxaria como o cristianismo, é claro que fatos não são negados, como as
torturas e as execuções, ele trata de tudo com naturalidade, como realmente
deve ser tratado. Ele fala da nudez no seu primeiro capítulo, o que ela
representava de fato para as bruxas, que não era nenhum tipo de subversão, mas
sim uma forma de liberar melhor os seus poderes, diz- sobre o que lhe foi
permitido - como eram de fato os rituais
e faz uma comparação sobre o que era dito e o que ele participou e viu, ou seja
ele não era uma pessoa que tinha uma idéia do que poderia ser, ele esteve lá e
viu com os próprios olhos como realmente era. Contou um pouco sobre o que podia
dos rituais, mostrou como as pessoas entravam nos covens e como era passado o
conhecimento para os iniciados. A questão de seus cultos serem escondidos e
misteriosos ele tratou como realmente é: óbvio. As bruxas foram caçadas,
torturadas e mortas, além de seus conhecimentos não serem próprios a qualquer
pessoa, não por elas se considerarem superiores, mas cada um tem seu tempo e
tem pessoas que não chegaram no tempo de aprender sobre magia e bruxaria.
No
segundo capítulo o autor fala sobre o nascimento da bruxaria e sobre ela em
todas as eras, Gardner como já disse antes não trata de assunto nenhum com
profundidade nesse livro e muito menos nesse capítulo, mas pincela sobre muitas
coisas, como, por exemplo, a bruxaria na idade da pedra e sobre os milênios em
que o mundo era matriarcal então a religião também era matriarcal, e sobre as
mudanças históricas que transformaram a religião. Nos mostra na idade média as
crueldades que eram feitas a qualquer um que fosse tido como bruxo, sendo ou
não bruxo. Um fato interessante que ele destaca no livro é que as tradições e
cultos são mantidos mesmo após séculos e que continentes distintos tem
semelhanças ritualísticas, ele explica que as pessoas utilizam as mesmas
ritualísticas porque procuram a mesma causa e efeito.
No terceiro e ultimo capítulo ele fala sobre
as crenças das bruxas, não fala nada muito especifico sobre isso até porque
segundo ele nem sobre o cristianismo há nada muito específico sobre suas
crenças. Ele conta um conto sobre o mundo dos mortos, diz que na época da
inquisição a bruxaria passou a ser quase que hereditária por conta das
perseguições e mortes. Ele é bem simplista nesse livro, mas ele foi um
precursor para que o preconceito diminuísse e deu uma visão diferenciada e nova
sobre a bruxaria.
A
Bruxaria Hoje de Gerald Gardner é uma excelente leitura para iniciantes e
pessoas que não conhecem sobre a bruxaria, o autor trata tudo com realidade e
não exalta ninguém. Diz o que as coisas são tanto para um lado quanto para o
outro. Pra quem nunca leu nada de Gardner e escuta falar sobre ele é uma
excelente surpresa, pois entendemos porque ele é o precursor da bruxaria
moderna, e que é um homem que sabe do que está falando. Ele usa uma linguagem
simples e mostra com simplicidade como as coisas são. Como o meu mestre me
ensinou sempre “O simples é bom” então acho que vocês já podem concluir o que eu
penso sobre o livro.
Assinar:
Postagens
(Atom)