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         Muito se tem falado sobre a Lei da Atração nestes últimos tempos. Várias pessoas sentem curiosidade em saber o que tem de importante e de misterioso neste assunto tão badalado na atualidade, principalmente após do lançamento do livro (e mais tarde o DVD) The Secret. Mas, apesar da injeção de ânimo e entusiasmo proporcionado pelo tema, muitas pessoas que começaram a praticar as “técnicas” da Lei da Atração não conseguiram resultados e acabaram descredibilizando-a, bem como desistindo de continuar os exercícios. Será que a Lei da Atração não funciona mesmo ou as pessoas não estão sabendo praticar?
            Ao conversar com várias pessoas sobre o assunto, a maioria delas me afirmou que desistiu e passou a não crer mais nisto. Perguntei a todas, que o porquê da desistência e a resposta, pelo incrível que pareça foi unânime: “pratiquei mais ou menos por uma semana e não houve resultado algum”. Perguntei como se dava a prática diária e as duas respostas mais ditas foram as seguintes: “Escrevi meus desejos num papel, como o Bob Proctor diz no filme, e depois guardei por uma semana no meu guarda-roupas, mas nada aconteceu” e “Eu afirmava por 5 minutos diários: Tenho muito dinheiro, mas nada aconteceu, continuei na mesma”. Então analisei as duas respostas e cheguei a uma conclusão sobre o fracasso destas pessoas.
            Primeiramente, devemos atentar a um caso muito importante: ao se tratar de Lei da Atração, nunca deixe de alimentar seu desejo. Foi o que ocorreu com as pessoas do primeiro caso. Simplesmente escreveram seus desejos num papel e enfiaram numa gaveta de um guarda-roupas, sem ao menos pegar o mesmo durante uma semana. Ora, a Lei da Atração gosta de atitude e de atenção. A partir do momento em que você abandona seus desejos numa gaveta, passa a esquecê-los e não dá a devida atenção diária aos mesmos. Michael Lousier, em seu Livro Lei da atração: o Segredo colocado em prática explica detalhadamente este caso, falando da necessidade de ler todos os dias o que se foi escrito. Portanto, não adianta simplesmente escrever se não der atenção.
            No segundo caso, o da afirmação, o fracasso está ligado a outra coisa. Perguntei a três destas pessoas como elas se sentiam ao afirmar diariamente a frase Tenho muito dinheiro, mas nada aconteceu, continuei na mesma”. As respostas foram justamente as que eu previa: “Eu afirmava, mas me sentia muito mal, como se estivesse enganando a mim mesmo(a). Sempre que afirmava que tinha muito dinheiro, um outro pensamento me dizia que aquilo era mentira, pois minha situação era outra. Esta era a realidade”. O que devemos saber é que o pensamento é o seu desejo sendo propagado ao Universo, mas o seu sentimento é a forma de trazê-lo ate você. De nada adianta pensar, afirmar e repetir inúmeras vezes que está rico, se você não se sente rico. Pensamento e sentimento devem andar juntos, caso contrário um anula o outro. Portanto, Pense e sinta-se bem e como se já tivesse conquistado o seu desejo.
            Em suma, a persistência é o segredo dos vencedores. Insista, persista, mas não desista. Além disto, tente se livrar do pensamento imediatista que nos consome hoje em dia. Podemos conseguir nosso desejo em uma semana, um mês ou até em um ano. Mas continue persistente. Pense, sinta, imagine e tenha certeza que já é seu. Assim o pensamento, aliado ao sentimento de posse e de abundância te fará muito bem, que seja na saúde, nos relacionamentos ou nas finanças. 

Magnetismo pessoal e controle dos desejos.


            O magnetismo pessoal, na minha opinião, é indispensável para quem pratica alguma atividade mágica, pois grande parte do êxito, em muitas práticas, se dá através dele. O indivíduo que consegue trabalhar sua força magnética consegue triunfar em quase tudo que faz na vida.
            Das obras que li sobre o assunto, a melhor de todas foi, sem sombra de dúvidas, “Curso de Magnetismo Pessoal” de Turnbull. Quem quiser conhecer a teoria e entender como se dá o fenômeno do magnetismo, sugiro a leitura desse livro.
            Segundo a definição de Turnbull, “O Magnetismo Pessoal é a qualidade pela qual um homem atrai o interesse, a confiança, a amizade e o amor dos demais”. Com essa definição podemos concluir que o ser humano atrai para si as pessoas tal qual um ímã atrai o ferro.
            O acúmulo de força magnética se dá, segundo Turnbull, pelo total controle dos desejos. Estes são os responsáveis por dispersarem a força magnética existente em nós. Quanto a este controle, gostaria de esclarecer uma dúvida frequente sobre a questão de controlar os desejos.
            Nas quatro nobres verdades do Budismo, Buda explica que a causa do sofrimento é o desejo e para cessar o sofrimento é necessária a completa supressão do mesmo. Esse ensinamento foi transmitido ao longo dos tempos nas mais variadas culturas.
            Mas algumas culturas ou alteraram ou passaram uma informação equivocada sobre o ensinamento da supressão do desejo, levando muitas pessoas a confundirem supressão com extinção. É justamente essa ideia equivocada que tentarei esclarecer agora mesmo.
            Suprimir os desejos significa que você deve meditar sobre eles, entendê-los e dominá-los, gerando assim um enorme acúmulo de força magnética que estará à sua disposição.
            Extinguir os desejos é impossível, uma vez que todos nós, seres humanos, sempre os teremos. Tornaria uma luta infinita. Sempre que tentássemos extinguir um desejo de dentro de nós, outro viria e então tentaríamos eliminá-lo também e logo depois viria outro, e mais outro. Isso permaneceria para sempre e, ao invés de gerar força, faria com que desperdiçássemos as nossas energias. Seria, portanto um efeito contrário ao que queremos.
            Portanto, é importante ter um autocontrole sobre os nossos desejos, a fim de acumularmos mais força magnética. Devemos ser senhores de nós mesmo e controlar nossos impulsos e anseios, ao invés de ficarmos “escravizados” pelas nossas paixões.

Os Chakras: reguladores da nossa vitalidade.

            Muitos de nós já ouvimos falar dos Chakras, da sua importância para o equilíbrio e do papel que eles possuem para revitalizar as nossas baterias psíquicas. Mas a maioria de nós sempre os deixa na teoria, esquecendo-os na prática. Venho tentar mostrar um pouco deles, suas funções e como os regular no dia a dia.
A palavra chakra é de origem sânscrita e significa “rodas de energia”. Existe uma energia vital universal conhecida por dois nomes: Prana (indiano) ou Chi, que pode ser chamado também de Ki (chinês). Essa energia vital é harmonizada tanto pela prática de atividades como as artes marciais (principalmente o Tai Chi Chuan), quanto pela prática do Reiki, dentre outras.
            Os chakras funcionam como bombas de regulagem energética e quando estão abertos e girando perfeitamente, o individuo sente-se totalmente saudável em todos os aspectos de sua vida.
            Com a agitação dos grandes centros urbanos, a maioria das pessoas não desprende muito tempo para se dedicar ao chi, fazendo com que o seu fluxo fique desregulado, bloqueando os chakras.
            Cada chakra vibra com um mantra próprio e possui uma cor relacionada. Agora iremos conhecer os sete principais chakras e depois será mostrado um exercício para que possamos ativá-los.

Os sete principais chakras são:
Chakra de Base:
            Localiza-se na região pélvica. Está ligado ao medo, à sexualidade e aos desejos. Permite-nos amar a vida. Sua influencia no corpo se encontra nos órgãos reprodutores, nas glândulas sexuais e no nervo ciático. Sua cor é o vermelho e o seu mantra é LAM.

Chakra Sagrado:
            Localiza-se acima dos órgãos genitais e um pouco abaixo do umbigo. Está ligado à sobrevivência e ao medo do mundo material (água, alimentos, situação financeira, trabalho). Estão sobre sua influencia a coluna vertebral, a bexiga, os rins e as glândulas suprarrenais. Sua cor é o laranja e o seu mantra é VAM.

Chakra Solar:
            Localiza-se na junção das costelas. Está ligado à racionalidade, à vontade, ao poder e à autocura. No corpo influencia o pâncreas, o fígado, o baço, o estômago e o intestino delgado. Sua cor é o amarelo e o seu mantra é RAM.

Chakra Cardíaco:
            Localiza-se no meio do peito e serve de ponto de convergência entre os três primeiros e os três últimos chakras, servindo como elo entre o corpo e o espírito. Está relacionado ao amor incondicional e à fraternidade. Influencia o coração. Sua cor é o verde-esmeralda e o seu mantra é YAM.

Chakra da Garganta:
            Localiza-se no meio da garganta e atua sobre a comunicação e assimilação. A garganta e as cordas vocais estão sobre sua influência. Sua cor é o azul celeste e seu mantra é HAM.

Chakra da Sabedoria:
            Também conhecido como olho de Shiva ou terceira visão, este chakra, localizado acima da raiz do nariz, possibilita a entrada no mundo não-material. É responsável pelo desenvolvimento da clarividência, da clariaudiência e dos poderes psíquicos do ser humano. Sobre sua influência estão a hipófise, a parte inferior do cérebro, o olho esquerdo, as orelhas e o nariz. Sua cor é o índigo e o seu mantra é OM.
Chakra da Coroa:
            Localiza-se no topo da cabeça. Atua sobre a ligação do ser humano com os reinos mais elevados da espiritualidade. Permite alcançar a serenidade espiritual e é através dele que podemos atingir o Nirvana. Influencia a pituitária, a parte superior do cérebro e o olho direito. Não possui mantra e sua ativação depende da ativação dos outros seis.

Exercício para regular os Chakras:
            Ao acordar (de preferência antes das sete da manhã) sente-se com a coluna reta, ou deite-se com a coluna relaxada e feche os olhos suavemente. Visualize a cor do chakra que você deseja regular e entoe o mantra referente a ele durante dois minutos.
            No início não ultrapasse os dois minutos. Somente após algumas semanas ou meses de prática é que você pode aumentar gradativamente até conseguir praticar por dez minutos.




            Estive esta semana na Universidade e algo me chamou a atenção. Havia três pessoas conversando sobre um cartaz que encontrava-se em um dos murais de informações do setor de aulas. Ao ouvir a conversa, passei a prestar atenção e ver a opinião deles a respeito do assunto de que se tratava o cartaz: “Gnose”. Um deles, acredito que tenha estudado algo sobre o ocultismo, estava explicando que a Gnose era “a doutrina do Samael Aum Weor”. Outro afirmou ter participado da doutrina, mas acabou se afastando por que a achava algo que beirava à loucura, pois, segundo ele, Samael “viajava muito na maionese”. O terceiro deles, acredito que seja um evangélico, afirmou que tudo aquilo era obra do demônio e que somente “o senhor Jesus” salvava.
            Pois bem, o que quero tratar a partir deste relato é a visão que muitos estudantes de ocultismo adquirem acerca da Gnose. Justamente esta visão fundamentada no pensamento “samaelita”. O que podemos ver é uma verdadeira mescla de magia hindu, teosófica e demonologia cristã. O gnóstico de hoje passa a ter o Samael como o “Avatar da Era de Aquário”, título este concedido ao Samael por ele mesmo (o que já tira um pouco de sua credibilidade). Outro ponto importante que muitas pessoas têm dúvidas é em relação ao método de magia sexual descrito por Samael (não vou me aprofundar no assunto, pois em outra postagem falarei sobre a magia sexual). Segundo ele, não devemos em hipótese alguma, derramar uma gota de sêmen durante a vida. Isso é muito contraditório, pois ele mesmo tinha filhos. Mas, a meu ver, apesar de toda loucura, Samael trouxe algo de proveitoso à Gnose. Um deles é a proposta educacional, visando o despertar da consciência espiritual do ser-humano, encontrado no livro “Educação Fundamental”.
            Voltando agora à conversa dos três universitários, gostaria de esclarecer algo. A Gnose não é a doutrina de Samael (ele surgiu no século XX, enquanto que a Gnose é datada do período helenístico); ela nem sempre foi uma mescla de orientalismo com demonologia cristã, pois pela própria datação de seu surgimento, podemos perceber que o cristianismo ainda não havia surgido; e a mais importante de todas as suas características: ela possui um caráter maniqueísta, devido à grande influência da religião masdeísta, originária da Pérsia (que graças ao helenismo se difundiu na Europa ocidental). O próprio termo Gnose vem do grego e significa “conhecimento”, mostrando que é uma doutrina bem mais antiga do que a filosofia “samaelita”. Somente no período medieval, por volta do século XII, é que a Gnose ganhou uma roupagem cristianizada, sendo praticada pelos Cátaros, um dos primeiros grupos cristãos que tentaram uma reforma religiosa. Estes utilizaram os elementos do maniqueísmo persa aliados à filosofia do catolicismo medieval, surgindo aí, os primeiros elementos cristãos na doutrina.
            Diante de tudo isto é necessário procurar saber o que realmente é a Gnose antes de a generalizar como “a doutrina de Samael Aum Weor”, pois antes dele, houve todo um processo de incorporações e reformas na estrutura da doutrina. A melhor definição sobre a Gnose é que ela é pura e simplesmente “a busca pelo conhecimento das forças ocultas”, sendo bem mais do que simplesmente caçar larvas astrais e não ejacular.

Entre a magia e a fantasia

            Uma das coisas que mais me chamam a atenção é a visão dos jovens desta nova geração em relação à magia e ao ocultismo. Muitos dos adolescentes passaram a atribuir a “Ciência Sagrada” às práticas que remetem ao fantástico, principalmente ao que se pode ver no cinema.
            Lembro-me que certa vez alguns jovens me pediram, numa comunidade do Orkut, para “ensinar-lhes” magia e ocultismo. Respondi que não era professor, mas poderia sugerir leituras e tirar dúvidas. Até aí tudo bem. Porém, dois destes garotos passaram a me pedir coisas que fogem à realidade ocultista. O primeiro, um garoto de 13 anos me disse que queria aprender a voar em vassouras e atirar “raios” com uma varinha mágica. Falou ainda que queria chegar a ser um bruxo tão poderoso quanto Harry Potter.
            O segundo, um rapaz de 17 anos, queria simplesmente que o ensinasse a ficar invisível para destruir os seus inimigos e “apalpar” garotas. Pode isso?
            No primeiro caso, expliquei a ele que há uma diferença entre o que se vê nos filmes e o que realmente é, em relação à magia e ao ocultismo. Sugeri-lhe algumas leituras de natureza teórica para que o mesmo pudesse se familiarizar com o assunto. Já no segundo caso, falei ao garoto que não conhecia alguma técnica para ficar invisível. No máximo algo para passar despercebido entre os demais. Além disso, expliquei a ele que magia não deve ser ensinada a pessoas que querem aprender com o intuito de apalpar garotas.
            Ambos os casos, acima mencionados, servem para exemplificar a imagem que grande parte dos jovens tem sobre o que é magia. Esta é um conjunto de práticas e técnicas ligadas às leis naturais e espirituais, diferente desta visão fantasiosa, fruto do pensamento racional e materialista que está impregnado na sociedade contemporânea (que por sinal é um pensamento atrasado, do século XIX). Muitos associam a magia aos feitos fantásticos do cinema, tais como o Harry Potter, esquecendo-se de refletirem acerca de dois elementos totalmente distintos e que são confundidos: Magia e Fantasia.

FIM DO MUNDO PARA QUEM?

            Uma das coisas que mais marcaram no início desta década foi, sem sombra de dúvidas, o enigma a respeito do calendário Maia, que apontava o “fim dos tempos” no dia 21/12/2012. Muita gente ficou inquieta e preocupada com a ideia de um fim do mundo neste ano, mas ao passarmos da tão falada data, os Maias viraram motivo de zombaria por parte de muitos, por “errarem” a previsão do “apocalipse”. Uma coisa que eu gostaria de esclarecer ao leitor é este enigma sobre o calendário dos Maias.
            Antes de falarmos em fim do mundo (ou fim dos tempos), precisamos nos atentar quanto à visão de mundo do povo que criou o calendário: Os Maias. Eles, como vários outros povos da América, tais como os olmecas e os mexicas, não tinham uma noção escatológica da história. Para eles, a história nunca teria um fim, pois a cada final de um ciclo, outro teria início até chegar ao fim e ceder lugar a um outro e assim por diante.
            Pois bem, o famoso calendário foi criado seguindo esta lógica cíclica da história. Os Maias calcularam um ciclo que teria um final na data de 21/12/2012 (para o calendário gregoriano). A partir da entrada do sol em capricórnio no presente ano, isto é, 22/12, uma nova era se inicia e teremos um novo ciclo pela frente, com lentas e graduais mudanças físicas, geológicas, sociais e espirituais. Foi isto que este povo previu. Mas e quanto ao fim do mundo? Bem esta pergunta é facilmente respondida e esta concepção, desmistificada.
            Esta noção de uma história apocalíptica, escatológica é proveniente da cultura judaico-cristã. Após a ocupação dos europeus ao continente americano (século XV), vários elementos místicos da cultura dos povos ameríndios passaram a ser interpretados sob a óptica religiosa dos conquistadores. Logo, o calendário Maia passou a ter uma visão escatológica, e não mais cíclica, até os tempos atuais.
Com a chegada da tão falada data, os maias passaram a ser ridicularizados por terem “errado” a previsão do fim do mundo. Mas eles jamais falaram em fim do mundo, visto que não possuíam esta noção da história. Ao contrário, eles acertaram com precisão o final de um ciclo.
            Contudo, esta mística apocalíptica é fruto da nossa ignorância, aliada à ideia apocalíptica que aprendemos a ter de berço na nossa cultura judaico-cristã. Antes de tentarmos ridicularizar povos mais antigos pela sua produção cultural, devemos, antes, procurar estudar sobre quem eles eram realmente, o que pensavam, no que acreditavam e como explicavam os acontecimentos históricos. O fim do mundo não cabe a um pensamento cíclico, como o dos Maias. E no final das contas a verdadeira piada é a tentativa deprimente de tentar, mais uma vez, “cristianizar” uma cultura epistemologicamente distinta dos padrões judaico-cristãos.

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