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Muito se ouve falar em sexo tântrico, kundalini e coisas afins, mas pouco se fala sobre suas aplicações práticas em se tratando de magia. Pois bem, vamos lá!
Não precisaria dizer que o combustível da magia é a energia espiritual, pois isso é sabido por todos, logo, percebemos de inicio que toda maneira de acumular energia é propícia à realização de magia. Nesse sentido, a prática sexual pode fornecer uma quantidade de energia surpreendente para a realização de magia, mas ai aparece a dúvida: devo transar dentro de um círculo mágico? Sim, desde que você seja um personagem de um livro do Terry Pratchett, não sendo, vamos acordar do sonho e partir para a prática.
A energia sexual também é conhecida como energia vital ou energia criadora, é desnecessário explicar o porquê, então, uma vez que essa prática possui o poder de gerar uma nova vida, possui ela, também, o poder requerido para a realização de muitos sortilégios mágicos, principalmente no tocante à magia mental.

Antes de prosseguir, precisamos pensar um pouco no “Fiat lux”. Segundo a mitologia judaico-cristã, quando o universo estava sendo criado, o deus soberano e único deles disse “haja luz”, então a luz veio a existência... Vamos pensar nesse “Fiat lux” como sendo a essência da magia mental. Esse deus não ficou simplesmente mentalizando que a luz surgiria, foi muito mais que uma ação otimista... Ele pensou a luz e, tendo pensado ela, determinou que ela saísse do mundo das ideias e se tornasse existência. “Penso, logo existo”, disse Descarte, mas uma cadeira não pensa e mesmo assim existe... Claro! Ela foi feita por alguém que pensa... Essa é a ideia que eu quero trazer sobre magia mental, quero afastá-la do simples otimismo que muitos pensam ser a magia, não devo ficar pensando “vai chover, vai chover, vai chover” e pensar que estou fazendo magia mental para chover, isso até mesmo um torcedor de futebol pensa quando seu artilheiro está próximo ao gol adversário... Magia mental é criar no mundo das ideias (vide Platão) o que deseja obter e, posteriormente, trazer a existência física isso que já criamos no mundo das ideias.

Voltando a magia sexual, essa se mostra bem mais interessante que as demais (óbvio)! Durante o ato sexual, devemos sentir a energia da(o) parceira(o), sentir com intensidade e, usando de todos as suas capacidades extrassensoriais, mergulhar nessa energia de modo a senti-la no mais próximo da sua totalidade. Após isso, devemos começar a perceber a nossa própria energia espiritual, senti-la crescer, se expandir em direção à outra pessoa e devemos atuar em harmonia de maneira a tentar fundir essas energias. Tendo unificado esse energia, devemos partir para o terceiro passo, lembrar que somos uma pequena parte de um todo, sendo assim, dispomos também da energia que existe em abundância no Universo, sendo que devemos tentar nos ver como parte de um todo maior, e, sendo assim, buscar desse “todo” mais energia para incorporar à essa que já foi criada entre o casal. Tendo pleno domínio dessa energia gerada e transmutada, é a hora da magia em si. Devemos idealizar a magia que queremos realizar e “criá-la” no mundo das ideias, e então, como o “Fiat lux”, devemos trazê-la a existência física...

Isso tudo é mais simples do que dizem, mas é mais difícil de fazer do que imaginamos. A magia mental e sexual requer grande disciplina de pensamentos, assim como um alinhamento exato dos seus desejos e de como se dará a magia. Além disso, é interessante que a(o) parceira(o) esteja ciente da magia e esteja em sintonia com o mesmo propósito, isso poderá assegurar um resultado satisfatório. Outro agravante para a realização dessa magia é a dificuldade de compreensão da magia mental pelos supostos praticantes dela, uma vez que, ao meu ver, as pessoas costumam confundir a magia mental com um pensamento otimista (estilo O Segredo e coisas do tipo).
Temo não ter sido satisfatoriamente claro, mas havendo quaisquer dúvidas, coloco-me a disposição para esclarecer mais o assunto.

Sua vida é feita de escolhas, boas ou más, suas ou alheias, foram elas que decidiram todo o rumo que a história tomou, como sua vida, e o universo serão futuramente. Escolhas feitas por outras pessoas podem influenciar sua vida? Podem ser influenciadas por você? Até que ponto... E quando o assunto são suas próprias escolhas, até que ponto elas têm o poder de mudar o universo a sua volta?
Quanto mais escolha nós temos, melhor é a nossa vida? Vamos refletir um pouco sobre isso. Pense em uma pessoa, ela chega em uma loja e quer comprar calça jeans, mas há apenas um modelo que é feio e apertado, no final a pessoa compra a calça e volta conformada pra casa, afinal era a única que tinha. No outro lado do mundo, uma pessoa entra em uma loja e vê dezenas de modelos de calça jeans, um melhor que o outro, ela prova, prova e não sabe qual vai levar de tão bom que eles todos são, mas acaba por levar um para casa. Mas há um problema, por ter tido várias escolhas, ele se sente na obrigação de encontrar a calça perfeita, e como todos nós sabemos, não existe tal coisa como a calça jeans perfeita, então, mesmo que a calça seja boa, a pessoa sempre irá se culpar, pois na cabeça dela poderia ter escolhido uma melhor.
Outra observação acerca das escolhas que devemos fazer, é o fato de elas nos deixarem confusos, sim, escolhas podem fazer você ficar mais confuso. Um estudo foi feito nos Estados Unidos sobre planos de aposentadoria voluntária, e para cada dez planos diferentes que eram oferecidos, a taxa de participação caía 2%. Oferecidos 50 planos, 10% menos empregados participaram do que se tivesse apenas cinco, por quê? Por que com 50 planos diferentes para se escolher, é tão difícil escolher ‘o plano certo’, que você acaba adiando para amanhã, e amanhã e amanhã...
Esses dois fenômenos ocorrem por um único motivo: As pessoas não sabem lidar com as escolhas! Quanto mais escolhas as pessoas têm, mais paralizadas elas tendem a ficar, mas isso não é culpa das escolhas em si, não é essa a natureza das escolhas. Isso tem a ver com o modo que lidamos com as escolhas que estão na nossa frente.
Com várias escolhas, você não vive inteiramente o presente, você está em um local mas pensa sobre todas as características boas que outro local oferece, você assiste um filme pensando que poderia estar vendo outro naquele exato momento, e por causa disso, a experiência do local ou do filme que você está assistindo no momento, fica pior, você não a aproveitou completamente... E isso vai ocorrendo dia após dia na vida das pessoas, sempre há um ‘mas e se fosse assim’... É assim que nossa cabeça funciona, nunca no aqui, nunca no agora, sempre há ou houve um local mais digno de atenção.
Como então podemos agir de modo diferente frente às escolhas? Começe por parar de pensar “teria sido melhor se eu fizesse do outro jeito”, mesmo que talvez fosse melhor do outro jeito, você não vai conseguir voltar no tempo, vai? Então aprenda com seus erros e viva daqui em diante, o que aconteceu, aconteceu, tire o melhor proveito possível disso.
Para tomarmos escolhas melhores, é sempre importante conhecer a situação, se a escolha envolve viajar, conheça os prós e os contras de cada lugar, seja imparcial, se no momento você se encontra dominado pelas emoções, espere sua cabeça esfriar, se teve um dia difícil, dê uma respirada antes de tomar qualquer escolha importante que você tenha que tomar.
Finalmente o assunto mais importante do dia, meça suas consequências, por exemplo, se uma pessoa te agrediu verbalmente, você pode sentir uma vontade enorme de espalhar mentiras sobre ela ou de se vingar, você acha que as consequências serão boas dessa forma? Você pode atingir ela, mas vai se passar por mentiroso e vai acabar se prejudicando também, ou você pode simplesmente se afastar dela, continuar sua vida tranquilamente sem se preocupar com ela.
Todas as escolhas têm consequências, você é o produto de suas escolhas e de escolhas de outras pessoas feitas no passado, e será o produto das escolhas que estão sendo feitas no presente. Como você quer o seu futuro?

A magia pessoal é um recurso formidável que está disponível a, praticamente, qualquer pessoa, podemos usá-la para manipular as situações a nosso favor. Mas existem aquelas situações mais... complexas... que usar a energia que dispomos para conseguir alterar essa situação pode ser perigoso para o magicista ou, na melhor das hipóteses, não surtir efeito algum... nesses momentos, podemos fazer duas coisas: Chorar e ficar torcendo para que o Universo sozinho resolva tudo, fazendo um “milagre” em sua vida ou, podemos ainda, apelar para algum tipo de Arte Oculta que possa se mostrar mais poderosa que a magia pessoal...
Nobres amigos, existe uma Arte Oculta muito antiga que eu, particularmente, aprecio muito, mas que é extremamente perigosa e não sugiro que seja praticada por iniciantes.
O espírito é energia pura, uma vez que não está conectado nem obrigado a manter um corpo físico, esse espírito pode manifestar seus poderes com liberdade e nível de energia muito superiores aos que nós, encarnados, podemos utilzar. Com base nisso, nossos ancestrais buscaram maneiras de interagir com os espíritos desencarnados para manipular através deles, nascendo assim a famigerada Necromancia.
Existem diversas formas de Necromancia, sendo que hoje irei me deter em dois tipos particulares, a Necromancia Voodoo e uma de suas derivações, a Necromancia Candomblecista.
Começando com a Necromancia Candomblecista, encontramos nesta o uso mais difundido de Necromancia dentro do Brasil, onde as pessoas recorrem às Artes para finalidades já tradicionais dentre o público dessa magia, em se tratando de Brasil, como fazer separações, matar alguém ou, o mais comum, “trazer o seu amor de volta”. A Yalorixá ou Babalorixá possuem rituais de “assentar” as entidades, de maneira que elas os sirvam por tempo indeterminado, podendo inclusive ser herdadas por outros membros da família. Não sei se seria interessante discutir sobre o rito de assentamento, deixo para o futuro, caso me seja requisitado, mas com o objetivo em mente, o feiticeiro invoca alguma entidade para tratar do desejo do consulente, o desejo é expressado e a entidade dá “o preço” para a realização do “serviço”. Esse “preço” é, na maioria das vezes, algo ligado a fontes de prazer material que agrada a entidade, mas, como tudo é energia, não devemos perder de foco que existe uma quantidade considerável de energia nessas oferendas, uma vez que os nossos desejos e intenções mais intensos geram um campo de poder formidável, campo esse que imbuído na oferenda irá agradar muito a entidade.  Então, dessa maneira é feita a coisa, espíritos negociantes realizam desejos ordinários em troca do que lhe gera energia e relembra os seus prazeres de outrora...
Passando para a Necromancia Voodoo, que é mais antiga, perigosa e eficiente, nos vemos com um leque de possibilidades muito maior que as oferecidas pelo Candomblé. O feiticeiro que utiliza esse tipo de Arte Oculta se torna muito mais poderoso que feiticeiros de outras ramificações da magia, uma vez que esses outorgam a si as energias dos espíritos que eles subjugam. Geralmente, o feiticeiro Voodoo trabalha com vários espíritos, sendo que alguns são subjugados para lhes outorgar suas energias e dons, mas existem também os espíritos que trabalham de maneira escrava para o feiticeiro. Nesse caso, os espíritos não são assentados como no candomblé, que é um processo amigável e de beneficio mútuo, mas eles são forçados a servir ao feiticeiro através de um ritual complexo que retira toda e qualquer possibilidade de liberdade do espírito. Quando recebem alguma ordem, esses espíritos não podem fazer outra coisa senão agir segundo o que lhe foi ordenado. A magia Voodoo é, geralmente, utilizada para o mal, uma vez que esta é extremamente eficiente nesses propósitos, pois os espíritos agem com ira por conta de sua condição escrava.
Ainda na Necromancia Voodoo, podemos observar a existência de diversos adivinhos que utilizam do poder dos mortos para visualizar o por vir. Nesse caso, os ossos dos espíritos que servem ao feiticeiro são usados como meio material para o processo oracular. Existe ainda um pequeno número de feiticeiros Voodoo que, depois de se mutilarem e perderem a visão, fazem rituais antigos e bizarros para poderem utilizar, ainda que pouco, do dom da Visão, mais conhecido e utilizado em outras culturas, como a Celta.
Existem, ainda, as adaptações das magias e dons da Necromancia que são amplamente utilizados por magos ao redor do mundo. Por se tratar de um tipo de magia extremamente eficiente, eu recomendo para todos os que buscam um nível mais intermediário e/ou avançado dentro das Artes Ocultas. Os ritos são complexos em se tratando de disciplina, concentração, segurança e bom senso, mas são relativamente simples no âmbito material. Na internet circulam diversas informações a respeito desse tipo de Arte, mas eu, particularmente, não as recomendo, pois algumas tratam de maneira geral o que deve ser tratado como específico, mas outras não passam de enrolação. A Necromancia deve ser analisada considerando as particularidades de cada pessoa e espírito em questão, a arte de negociar com um espírito é mais simples, mas depende do que queremos, de quem somos e de com quem estamos lidando, fazer algo que encontramos com a ajuda do deus do século XXI, o Google, pode causar danos que vão desde atraso em seus projetos a uma obsessão perigosa e difícil de ser desfeita. Já a Necromancia Voodoo pode ser mortal, sem prolongamento de sofrimento nem nada. A pessoa disposta a praticar esse tipo de Magia deve buscar a orientação de alguém que já possua experiência com elas e, acima de tudo, ter segurança no que faz.
Ahhh, como eu não perderia a chance, os católicos também são chegados a Necromancia, mas eles chamam de “promessa” o mesmo que o candomblecista chama de macumba. Mas não irei me deter nisso para não pisar no calo de alguém...

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